DEZOITO


Eu sou apenas a borboleta.
Aquela borboleta que pousou em tua janela,para desacansar as asas,
na inquietude, e procura de novos jardins.
Eu sou apenas a borboleta, que vaga pelas ruas sem identidade marcante...
simples,sem muita historia,apenas uma borboleta.
Sou a borboleta que não queria sair do casulo, com medo da chuva lá fora,
da noite, da madrugada,do mundo.
E sem alternativas,  me desfiz deste casulo.
E de janela em janela, eu pouso procurando tua mão,
Acolha-me em tua mão,pois eu ainda tenho medos.
Não há mal que te possa fazer uma borboleta, nem ousadia de adentrar tua casa.
Apenas na janela....só na janela.
Eu sou a inconstancia da borboleta,que o vento forte pode levar embora,
ou perder as asas.
Deixe apenas que eu fique observando,pousando em teus pensamentos.
Permanecerei no silêncio para não acordar teus dias, nem tua maturidade infantil
Não queria saber tanto, de onde vim, para onde vou, por que sou instável como meus dias,e minhas metáforas,minhas entrelinhas permanecem em mim, como quem grita em silêncio,como quem sonha acordada,como quem sorri entre lágrimas...metamorfose.
Sou apenas uma mulher.....inconstante borboleta.

                                                          SANDRA

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