Não sei por que a gente insiste em colocar tanto sentimento nas palavras, se derramando e debruçando os cotovelos na poesia.
Por certo tantos outros mais interessantes,alertando para a realidade,sem erros de português e confusões emocionais.
O diário eletrônico de uma louca,compulsiva....arriscando as fichas:uma borboleta na janela.
Tantas mil borboletas coloridas, de asas majestosas,voo leve, pouso certo...
Justo eu.
Bagunça um jardim que ja estava quase florido, remexe a terra adubando as entranhas,semeia outras flores longínquas que nunca cheirei,poda as arestas,recolhe as folhas secas...semeia.
Quanta água ainda há para regar?
quantos casulos ainda há de observar?
quantas primaveras ainda vai criar para que retorne as borboletas?
Deixe na quietude a borboleta solitária!
Não há mais tantas flores que sustentam o peso destas asas...e as cores...Ahhh! as cores. Estas andam desbotando de tantas chuvas sem abrigo.
Há sim as borboletas solitárias, que não se expõem,e plainam baixo na infinita desolação.
Escolhas erradas em jardins turbulentos.
Sandra

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