Da janela lateral......


E da minha antiga janela, onde debruço os cotovelos cansados, vejo minha vida passar,
Abortando longínquos pensamentos e histórias
Que ficaram para trás.
E por horas me vejo ali.
Observo o andar calmo e tranqüilo dos que me fazem lembrar meu pai,
E o arredio costume dos meninos de bola no pé, e meninas com suas bonecas encardidas pelo tempo, lembrando minha infância.
Tanto andei entre as linhas do meu rosto, criando cenas passadas.
Onde só minha janela acumula minhas lágrimas que há muito tempo as conhece. É o passado da saudade, de quem não perde lembranças, nem as deixa ir embora.
E que além, olha acima onde os olhos alcançam o infinito de perspectivas.
E entre este passado saudoso, e um futuro esperado, está o presente inquietante, que minhas pernas sustentam, na pressa da modernidade, do global, e de muita informação, que o cérebro tem que assimilar.
E mesmo assim, a tempo de ir até a minha janela.
Confessionário que ocupo por instantes, onde parto em busca de ilusões perdidas, fatos vividos, saudade incessante, semeando o amanhã.
                                                                            sandra

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