VINTE E CINCO


Entrar em autocombustão, como Fênix, e depois renascer!
Quantos milhares de vezes sentimos essa necessidade de nos refazermos, quando nos sentimentos vencidos.
Seja no amor, na vida profissional, familiar, em qualquer circunstância.
Quem nunca passou pelo sentimento de vazio?
Não vou falar de outras pessoas, pois melhor exemplo é o que vivemos.
E posso aqui dizer com veemência que me ressurge das cinzas uma dezena de vezes. Por vezes por imposição, outras por opção. E de todos esses ressurgimentos, veio o autoconhecimento, de que posso me transformar em algo melhor.
Escolhas.
Nada mais que escolhas.
E tentei incendiar pessoas que me acompanham para que sentissem a grande necessidade de renascer das cinzas; alguns conseguiram, outros por um motivo ou outro permaneceram no fogo ardente de seus sentimentos, angustia, e altruísmo.
A questão não é como se deixar queimar, por que quanto a isto outros nos fazem. Mas sim como renascer,o que por vezes é uma tarefa difícil, mas não impossível.
Renascer nada mais é, que a reavaliação daquilo que julgamos correto e necessário, apaixonante ou crucificante, dolorido ou passível. Se reencontrar com um novo ser que existe dentro de nós, pode ser por vezes frustrante, e sair das cinzas como uma guerreira mitológica, assusta.
Mas se não o fizermos e optarmos por permanecer em brasas, como saber de nosso próprio eu? Como ser dono de si mesmo, como reconhecer em nós mesmo a força oculta gritando SIM, quando o mundo diz NÂO.
Muitas vezes me incendiei, muitas vezes renasci, e sei que não paro por aqui.
O farei quantas vezes for preciso.
Sou a ordem da Fênix, eu vivo de consertar as coisas, de remendos, como agulha  e linha, como fogo e cinza...
São as possibilidades que me fazem continuar e o impossível é um convite para eu fazê-lo.
Entre a combustão ou o cadafalso edificado em meu ser, escolho a primeira opção, e me renasço sempre, mesmo á contra ordem.
                                                      SANDRA

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