Nunca gostei de desenhar, ou nunca o soube fazê-lo.
Tão diferente de algumas pessoas, que em uma ou duas linhas constróem a cena.Numa folha em branco, eram apenas casinhas, nuvens, florzinhas, e por milhares de vezes eu as rasguei por que não via sentido no que eu rabiscava.
Tive muitos outros dons que Deus me deu onde me expresso e crio as formas que compõe minha vida.
Uma delas talvez seja a que mais uso: verbalizar, pois não deixa de ser um dom.
E percorri anos e anos atrás de leituras e textos para que eu aprendesse a ser mais clara possível em tudo que digo. Por vezes atropelando em palavras, em pensamentos distorcidos,mas com a certeza de que o que digo posso perfeitamente refazer, ou voltar atrás.
Talvez Deus já soubesse o porquê eu tanto precisaria colocar no papel todas as palavras que me levariam até você. E com elas me aconchego no seu peito.
Mas por falar demais, preciso delas, e não me canso de escrever, de explicar, de considerar, de deixar que gritem por mim, todo o amor que sinto por você.
Deixe-me escrever onde o tempo não apaga as letras e nem a borracha da insanidade possam chegar: no teu coração.
Com cada minúsculo ou maiúsculo deixe minhas palavras cumprirem a minha mais bela missão que é te amar, pois elas chegarão a ti mais que a precisão de um míssil, sem lhe ferir ou machucar. Apenas tentando chegar perto.
Se eu fizer você acreditar com minhas palavras o tanto de amor que sinto, então saberei que estou no caminho certo. Se o faço chorar com elas, talvez eu esteja vendo o mundo pulsar muito rápido do que meu coração perdido.
Minhas palavras são eternas. E todo sentimento que coloco nelas jamais serão efémeras, como efémera não será a minha alma cansada que sobrevive com este amor.
Não posso desenhar o que sinto por que em minhas mãos não cabem a folha pra tanto sentimento. Mas escrevo com o coração que invade o impossível pra te dizeras verdades que vivo.
Assim escrevo.
Assim és meu.
Sandra

Nenhum comentário:
Postar um comentário